Após vencer a primeira partida no Uruguai pelo placar de 1 a 0, o alvinegro carioca decidiu em casa, diante de mais de 40 mil presentes. Com menos de cinco minutos, os gols já haviam sido anotados, Bruno Silva de cabeça e Rodrigo Pimpão, diante da falha do goleiro, marcaram.
O primeiro tempo, na verdade, não foi de grandes oportunidades, nem para um lado nem para o outro, mas preveleceu a eficiência do glorioso.
Já na segunda etapa, o que não faltou foi oportunidade de ampliar para o time da casa. É certo que Gatito Fernandez, goleiro do Botafogo, fez boas intervenções quando exigido, mas o terceiro gol botafoguense parecia acontecer naturalmente.
Outra marca do jogos foram as expulsões, os cartões amarelos e a confusão após o apito final. Pelo lado uruguaio, Sebastián Rodríguez e Polenta foram expulsos após o último desferir uma cotovelada no lateral Victor Luis, também expulso no final do jogo. Fora de campo, a torcida visitante quebrou cadeiras e deixou cenas lamentáveis após a derrota do Nacional.
De fato, até aqui o Botafogo é a equipe brasileira que melhor jogou nas oitavas de final da Libertadores. Além de vencer os dois jogos, foi o que menos correu riscos durante a partida.
Se ainda existia alguma dúvida que o Botafogo é um dos principais times do país na atualidade, agora ninguém tem mais motivos pra pensar assim.
Desde o primeiro momento, quando chegou à fase de grupos passando por uma repescagem, não se esperava tanto do Botafogo. Aos poucos, tudo que parecia difícil, agora já é realidade. Que fique claro, futebol é decidido apenas dentro de campo, superioridade só é alcançada dentro das quatro linhas.
Mesmo tendo uma elenco que não é dos mais vistosos ou consagrados dentras as equipes que disputam a maior competição entre clubes na América, o Botafogo mostra credenciais importantes para um grande time : organização tática, raça, determinação, eficiência, e, acima de tudo, força na arquibancada. Até quando duvidarão do Botafogo ?
Escrito por: Vinicius Viana Duczmal (@viniciusduczmal)

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