Dos 75 mortos já confirmados, estava toda a comissão técnica de Caio Júnior, grande parte do elenco, dirigentes e também jornalistas. Os únicos sobreviventes do voo foram os jogadores Alan Ruschel, Neto e Jakson Follmann; a aeromoça Ximena Suárez e o jornalista Rafael Henzel.
A Chapecoense viajava para a Colômbia, para enfrentar o Atlético Nacional, pelo primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana. A Conmebol suspendeu o duelo sem data para ocorrer a decisão. O time colombiano pediu para que o troféu seja entregue aos brasileiros.
Confira, na íntegra, a nota oficial do Atlético Mineiro:
Diante da tragédia envolvendo a delegação da Chapecoense, membros da imprensa e demais integrantes do voo, o Clube Atlético Mineiro esclarece que:
1 - O que o futebol brasileiro necessita, neste momento, é de um verdadeiro respeito ao luto.
2 - Até por uma questão humanitária, é contra a realização do jogo Chapecoense x Atlético, válido pela última rodada do Campeonato Brasileiro, considerando incabível a sua realização diante dos acontecimentos. É importante, para isto, que haja deliberação da CBF e dos demais clubes da Série A.
3 - Apoia a união de clubes e federações no sentido de atenuar as consequências desportivas desta tragédia para a Chapecoense. Contudo, considera que as formas de auxílio devem ser discutidas em momento oportuno.
4 - Considera que a prioridade neste momento é amparar os familiares dos envolvidos na tragédia.
5 - Por fim, realça a importância da participação de todos os envolvidos no futebol brasileiro, na discussão de medidas que protejam, materialmente e de forma efetiva, os dependentes das vítimas de acidentes como esse, sejam atletas, membros da comissão técnica, profissionais da imprensa ou dirigentes, de modo a garantir cobertura securitária digna aos familiares.

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